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StarCraft II - Wings of Liberty

After 12 years, this software looks like just a expansion pack of Starcraft.

Starcraft II é o super lançamento da Blizzard para 2010. Um jogo aguardado por 10 anos, mais que chega com cara de pacote de expansão.

Sim, Starcraft II (ou SC2) apresenta algumas melhorias em relação ao jogo "original". O microgerenciamento melhorou bastante com duas novidades:
  1. Fila de tarefas: é possível determinar que uma unidade cumpra uma fila tarefas, isso serve, por exemplo, para determinar que  os "peões" (SCV) construam uma  sequência de Suply Depots, ou que o imbecil do Siege Tank faça transformação Siege apenas após atingir o local adequado, ou para determinar a ordem de ataque de unidades, tornando o focus fire mais eficiente.
  2. Smart Cast: ao selecionar um grupo de casters, apenas uma unidade (provavelmente a mais apta) irá executar o comando designado. Por exemplo, se um grupo de  High Templar forem selecionados, ao utilizar o comando Void, apenas uma unidade laçará o spell no alvo o que acaba evitando desperdício de "energy".

Além dessas novidades, SC2 conta com todas as melhorias de Warcraft III como Set Rally Point em recursos que atribui a tarefa de extração ao peões assim que esses são produzidos pelo Centro de Controle.

Do ponto de vista do visual, as melhorias são mais óbvias mas nada de revolucionário. Wings of Liberty praticamente contém um "filme" inserido em sua narrativa digital que ocorre entre as diversas missões do jogo. A história é centrada em Jim Rainor,um misto de cowboy com motoqueiro desse universo cyberpunk. Várias são as referências aos filmes de Western. Para citar alguns: Mar Sara é um planeta árido, sem construções verticais, praticamente abandonado da civilização; Antes da Zero Hour
Jim encontra-se num bar com um crânio de Zerg  pendurado na parede, bebendo alguma coisa que se assemelha a Whisky, planejando sua próxima ação para confrontar as forças da Tirana Domination entre elas, o ataque aos comboios de suprimentos da Domination. Raynor é agora um hard-drinking amargurado anti-herói perseguido pelas trágicas lembranças dos conflitos intergalácticos que antecederam SC2 e busca a redenção de seus atos e ao mesmo tempo executar seus planos revolucionários. Sua maior culpa foi inculbir Sarah Kerrigan a uma missão em que ela fora abandonada a sorte, capturada e transformada pelos Zergs na Rainha das Lâminas (Queen of Blades). A história culmina com o confronto de Jim com Sarah.

Junto com essa narrativa Wings of Liberty traz uma nova engine gráfica 12 anos mais moderna que a versão anterior mas cuja as diferenças são apenas
sutilezas: as unidades são bem semelhante as unidades do jogo anterior mais rica em detalhes e com uma textura mais sofisticada. Todos os reviews consideram
o visual e a música ponto fortes do jogo, mas está longe de ser uma revolução como prometido.

A um certo nível de competitividade variações nos atributos das unidades provocam mudanças nas estratégias adotadas pelos jogadores. E essas mudanças ocorrem em Wings of Liberty:
  • Algumas unidades ignoram diferença de níveis em Terrenos;
  • Nidus Network e Warp Gate permitem que unidades sejam lançadas em diferentes pontos de cenário, inclusive pŕoximo a bases inimigas;
  • Para o Late game, as unidades terráqueas ficaram mais fortes. Smart cast tornam Battlecruisers mais eficientes, especialmente contra os Carriers.

A BattleNet está também bem mudada e bem mais potente. O sistema de ranking, alianças, jogo com amigos está online do que nunca. Por outro lado, a Blizzard acabou com a farra das LANs e o jogo não oferece suporte a jogo em rede, apenas pela Internet. Welcome to www (wait wait wait) games.

Do ponto de vista da jogabilidade o jogo é ainda menos inovador. Embora SC e SC2 sejam muito melhores que Warcraft III com seu doente sistema de microgerenciamento, Starcraft sofre da pouca inteligência de unidades, e um ridículo conjunto de comandos que não permitem às tropas se organizarem e combarem de forma eficiente, a menos que você tenha a pachorra de controlar cada uma de suas idiotas unidades individualmente.

Estou falando de alguma coisa de outro mundo? Acho que não:

  • Age of Empires (1998) inclui várias opções de formação para tropas. Além disso, a quantidade de tropas permitidas nesse jogo faz o microgerenciamento pouco eficiente.
  • BattleTanks e guntaxx são jogos mesozóicos que permitem aos jogadores programarem o funcionamento de suas unidades. Cada jogador pode utilizar um script personalizado do
    funcionamento do seu tanque, por exemplo em battletanks.
  • Battle Realms possui a opção de Guard. Essa ação faz com que uma unidade tente guardar uma outra posição, estrutura ou outra unidade. Em Starcraft, isso permitiria por exemplo que unidades anti-aereas protegessem um battlecruiser ou que marauders protegessem um siege tank em siege mode. A função guard não faz apenas com que uma unidade ataque qualquer uma unidade hostil que se aproxime do alvo. Faz com que a unidade se coloque entre a unidade guardada e a unidade hostil e engage that unit into a battle.

Essa falta de inteligência das unidades não tira do jogo a diversão de criar e se defender de estratégias como Banneling Bust, Rush, etc, mas torna o jogo sofrível para quem quiser competir com pessoas afeiçoadas ao miserável microgerenciamento.

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