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O argumento anti-álcool

A lógica contra a produção do álcool é mais ou menos a seguinte:

Os produtores capitalistas, produtores do combustível de humanos e máquinas irão preferir vender combustível mais caro para os mais ricos do que comida barata para os mais pobres. Máquinas e homens irão competir por combustível... Mas enquanto os ricos terão dinheiro para comprar comida e combustível o que sobrará aos pobres!? Vale lembrar que não importa se a produção é de cana ou de milho, a competição é pela terra e não pelo grão. Ainda, mesmo que o país agrícola taxe o produtor de combustível de maneira diferenciada ao produtor de comida, o governo teria maiores dificuldades em repartir o "bolo", haja vista que os governos que temos não são as instituições mais eficientes e, além do que, a comida estará mais cara.

Ora, esquecem os "amigos" comunistas que a venda de biocombustível dará aos países agrícolas uma oportunidade ímpar de participar da economia mundial como protagonistas, e não meros figurantes. Isso trará mais justiça à economia mundial (melhorará a distribuição de renda entre países ricos e pobres), mas é bom lembrar que o maior fator de atraso dos países do Terceiro Mundo, não é a ordem mundial. O biocombustível tornará os "países agrícolas" mais ricos porém não mais justos.

Os governos dos países agrícolas terão mais trabalho em dividir a riqueza. Mas, seria este o grande mal? Parece discurso de governante incompetente.

Comentários

Rafaeldff disse…
Parabéns por (finalmente :) abrir um blog. E já começou polemizando, assim que é bom para conseguir audiência!

Pelo pouco que eu li do assunto, a maior ameaça à segurança alimentar que a cultura de biocombustíveis apresenta é na aplicação de de milho para gerar etanol. Que, a propósito, é uma das plantas com menor produtividade energética... E, além disso, grande quantidade da produção de milho é usada para fazer xarope de milho, que é ingrediente de um monte de junk-food engordativa :)

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