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A hard logic problem - The escape of blue eyed vampires

Once upon a time, a vampire clan lived peacefully on an island (as long as vampire clans can live peacefully). Then, a demon lord came, overwhelmed the vampires and became the ruler of the island. The demon didn't want any vampire to escape so he created a gargoyle to guard the only way out. This gargoyle was a fantastic creature, so powerful that he was kept petrified for the whole time until a vampire appears. Then he awakened and started to fight until seeing no more vampire "alive" (as far a vampire can be alive). All vampires crazy enough to try were killed only left a hundred of vampires. There was a catch, of course. The gargoyle was not perfectly designed. It did not awaken when blue eyes vampires appeared. And all remaining vampire were blue eyes but as you know vampires cannot see him/her selves on reflections. For any reason, they were not aware of their eye colors. Besides all that, blue eyed vampires didn't like each other (so they would never say ...

Expressões, preconceito e racismo

Expressões preconceituosas e racistas Antes de alguma outra frase, primeiro peço licença para falar de mais um assunto do qual não domino. Falo por acreditar que um leigo presta serviço maior ao debater assunto com base em fontes (ainda que seja uma Wikipedia) e no pensamento lógico do que simplesmente se manter mudo a questões do cotidiano. Em voga agora está em falar quais são ou eram as expressões preconceituosas e racistas que até a pouco eram toleradas em muitos meios. Como é covarde dizer que em boca fechada não entra racismo. O racismo não é perpetrado apenas por quem profere mas por quem se cala à agressão perpetrada a outrem. Mas veremos que a questão é muito mais complexa que os cães raivosos do politicamente correto querem dizer. Tomo aqui a palavra racista, como sendo algo usado para impor a dominação de uma “raça” sobre outra. Portanto, a acusação de racismo vai muito além da mera acusação de preconceito. Não tenho o menor apreso por vitimismo barato, onde expressões q...

Curry with JS

Partial application and currying with Javascript In the strict way, currying is the technique of transforming a function that takes multiple arguments (a tuple of arguments) to one function that receive only one. In such way, currying techniques allow transform one multi-parameter function in a chain of functions, each one with a single argument. Looks complicated? Blah.. it is not true. In this little article, we are actually more interesting in partial applications. Let’s take the Mozilla Example for replace function in String. As we know, we can use a “replacer” function as paramenter for replace method in String object. Let’s say that we want to split a String defined by a non-numerical part, a numerical part and finally a non-alphanumeric part. Here is how: function replacer(match, p1, p2, p3, offset, string){ // p1 is nondigits, p2 digits, and p3 non-alphanumerics return [p1, p2, p3].join(' - '); }; We can try it as usual… var newString = "abc12345#$*%...

Pelo direito de "torcer"

Atualização: o verbo que traduz as manifestações de encorajamento de um grupo a uma pessoa ou time no português do Brasil é torcer. O que é bastante pitoresco. Torcer remete ao tempo em que as pessoas assistiam aos campeonatos de regatas e balançavam lenços  (muitas vezes de forma  sincronizadas, como um espetáculo de encorajamento). Quando as coisas ficavam tensas, o público começa a torcer os lenços. As pessoas  não entendem porque os brasileiros choram por um jogo. Debocham, compartilham fotos dos chorões, tolos, torcedores que torcem  por "nada". A sabedoria da internet, nos inunda com uma  série de ótimas frases. As dos ingleses são as melhores, talvez porque eles já estejam acostumados a perder no jogo que inventaram:  "aos invés de chorar por suas crianças famintas, eles choram por um jogo". Essa frase é tão cínica e estúpida ao mesmo tempo que certamente não vou conseguir responder como deveria. Ao falar em "suas crianças", o comentário limpa a c...

Marilena Chauí e sua auto-crítica

A Marilena Chauí é uma mal compreendida, coitada. Ela claramente usa seu discurso para insuflar ânimos e, por que não, inflamar seu público, assim como faz um líder militar numa frente de batalha apontando a crueldade do inimigo e porque esse precisa ser aniquilado. Ela, afinal, não está ali recitando um livro de sociologia mas fazendo um discurso político. Ou, considere como uma apresentação de retórica circense mas bem menos inofensiva. Seu discurso muni seus correligionários com argumentos para abater seus opositores com simplificações, generalizações e distorções que tornam o alvo caricato, ridículo. Infelizmente, um discurso tão pobre e simplista apenas atrapalha uma discussão verdadeira. Mas, quem se importa? Os infelizes correligionários que seguem seu argumento acabam comprando uma série de falácias a despeito de quem é contra suas ideias. O alvo, o reacionário de direita, é pintando como um cínico, insensível socialmente, (tosco), não politizado, estúpido (pela forma com...

Socialismo morto e vivo

(a confusão entre socialismo e comunismo neste texto é algo ilustrativo. Qualquer dúvida, consulte sua enciclopédia favorita). Socialistas me cansam. Marx, espertamente cunhou o termo comunismo e capitalismo como meio de enaltecer suas ideias e depreciar as alheias: - aqueles que são orientados pela comunidade - aqueles que são orientados pelo capital "Ah, vai pastar". Então eu poderia chamar os (parvos) socialistas de burristas, aqueles orientados por ideias burras e aqueles que defendem a liberdade econômica de liberalistas. Viva a linguagem! Mais uma vez estou a contemplar como a linguagem impacta o que nós pensamos e nesse caso para criar um apelo à emoção. Aproveitando, vou dizer o que aconteceu com o socialismo: O socialismo foi um conceito moldado nos últimos 100 anos, como uma resposta a um exacerbado otimismo no sistema vigente, na liberdade econômica em contraste a uma crescente apatia a situações cada vez pior dos mais pobres. Para a espécie humana,...

Ignorância tem cura

Ignorância tem cura (Rodrigo di Lorenzo Lopes) Sobre a pesquisa… http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/SIPS/140327_sips_violencia_mulheres.pdf A culpabilização da mulher pela violência sexual é ainda mais evidente na alta concordância com a ideia de que “se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros” (58,5%). Por trás da afirmação,está a noção de que os homens não conseguem controlar seus apetites sexuais; então, as mulheres, que os provocam, é que deveriam saber se comportar, e não os estupradores. A violência parece surgir, aqui, também, como uma correção. A mulher merece e deve ser estuprada para aprender a se comportar. O acesso dos homens aos corpos das mulheres é livre se elas não impuserem barreiras , como se comportar e se vestir "adequadamente". Saliento aqui como a pergunta é capciosa: “se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros”. “Se mulheres andassem armadas, haveria menos estupros”. Por trás dessa afir...