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Mostrando postagens de Outubro, 2012

Carandiru, o autoritarismo e as frases fáceis

28 policiais irão a juri popular pelo massacre ocorrido no antigo presídio Carandiru, quando ocorreu uma invasão policial para reprimir uma rebelião no presídio que culminou com a morte de 111 detentos. Como (ex-)soldado, não penso que o subordinado deva ter alguma responsabilidade sobre o caso. Invadir uma prisão com  7257  detentos não é uma decisão de um praça. E é bem possível que os praças paguem pela decisões de oficiais superiores.  O estado autoritário, como o que ocorre em países do oriente médio ou ditaduras comunistas não permitem a violência como a que convivemos. O povo flerta com esse autoritarismo porque se sente acuado pela bandidagem. E desse canto que bradam as vozes que defendem os policiais justiceiros. Na máxima: "legum servi sumus ut liberi esse possimus", somos escravos da lei para sermos livres, corremos o risco de perdermos a referência dando ao estado (ou aos agentes do estado) um poder maior do que deveria ter. É difícil morrer de paix

Decadência moral pré-STF

O julgamento do Mensalão na suprema corte desse país tem lavado a alma do brasileiro, dando um novo rumo ao escândalo que foi tido como factoide. A evolução tecnológica e todo acesso a informação não nos privou de ver a ética quase minguar no cérebro político dessa nação . Vivemos um novo momento da história... Podemos facilmente consultar a internet e procurar os últimos acontecimentos da política. Os blogs acompanham os passos de políticos, do senado do congresso, da presidência. Por todo lado nossos olhos se espalham e se interconectam. Nossa memória cresce a bilhões de páginas. Gozamos de uma facilidade ímpar para nos informar de acontecimentos, fatos, nomes. Os nomes dos mensaleiros, sanguessugas, e demais membros da camarilla estão listados em diversas páginas da rede. São muitos nomes... talvez nomes demais para nossa antiga memória, e breve eram os segundos em que eram anunciados no Jornal Nacional, em suas edições mais politizadas( Lembra o nome de algum dos a

Lulismo, o Bem Estar Social e o Estado Leviatã

Num ambiente bem mais rançoso e politicamente instável a constituição brasileira foi criada deixando bem claro que o objetivo do estado era social. Isso nos fala do oxímoro da democracia brasileira. Um estado inventado, cunhado por políticos de uma elite que pouco tem a ver com aspirações democráticas. Da mesma forma, é quase um consenso a necessidade de políticas sociais como políticas de redistribuição de renda. Não apenas pela questão de justiça (como se isso não fosse bastante), mas como meio de “promover o crescimento” (mmm... isso precisa ser discutido), portanto aderente ao propósito da união. Quase um consenso. Algumas correntes defendem um estado minimalista. É o extremo daqueles que defendem um estado menor. O PT, principalmente o PT do lulismo, valendo-se do discurso das políticas sociais empenhou-se no contrário: hastear a bandeira de um estado Leviatã, detentor de todos os processos produtivos, ou que tivesse seus tentáculos espalhados em cada um deles como meio de res